É essa a frase com a qual eu gostaria de começar esta postagem. Mas não é tão fácil. E não nos iludimos quanto a isso.
Desde que retornou, raras foram as ocasiões nas quais não sentiu falta da Estrada. Da liberdade que Ela representava. De como Nela tudo parecia possível. De como Nela o Destino parecia uma folha em branco e de como era sempre sentir que escreveria tudo quanto quisesse, e com Lápis, e que sempre haveria uma borracha a mão.
Porém certas noites, como esta na qual estas palavras são escritas, quando a chuva cai lá fora e o silêncio e a escuridão são as únicas companhias, o som do Futuro cada vez mais próximo se torna mais nítido. As incertezas e inseguranças se debatem furiosamente na boca do estômago enquanto alguns poucos raios de luz de esperança e de fé lutam entre nuvens negras pelo direito de iluminar.
Quase um ano se passou. E mais uma vez errou. O grito inaudível de culpa e arrependimento o consome por dentro. E mesmo assim, coisas boas, pequenos fatos felizes e talvez até milagres fazem-no perguntar porque com tantos erros ainda sim mereça tamanho presente da vida, quando na verdade tudo o que merecia não fosse nada melhor do que um soco no nariz.
É como está escrito. Pequenos raios de esperança realmente ainda brilham lá no fundo em algum lugar. Em algum lugar ainda acredita que haja uma forma de tudo terminar bem. É o motivo de conseguir se levantar todos os dias da cama, é o que dá força para conseguir sorrir e disfarçar a feiura da tristeza a qual ninguém quer ver e não precisa ser mostrada.
Talvez em algum momento volte para contar também das coisas boas e de todos os belos fatos que também tem ocorrido, mas por enquanto...
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